As crianças e o Natal

Saiba como aproveitar as festividades de fim de ano para evangelizar

 OS PROGRAMAS NATALINOS NAS IGREJAS

 

As festas de fim de ano se aproximam e por toda parte nossas crianças testemunham os preparativos para as mesmas, nas escolas, nas ruas, no comércio e nos meios de comunicação, especialmente com relação ao Natal. Para quem mora nas cidades é quase impossível que essa ocasião passe despercebida. E, junto com ela, estão agregados muitos ensinos equivocados para os quais nossas crianças precisam ser alertadas.

O primeiro deles é a data. Talvez para evitar que fosse transformado em dia sagrado, Deus não revelou o dia do nascimento de Jesus. Mas temos certeza de que não foi no dia vinte e cinco de dezembro, já que os pastores estavam cuidando das ovelhas ao ar livre, o que seria impossível no chuvoso e gelado mês de dezembro. Na verdade, essa data corresponde ao solstício de inverno, o dia em que o sol está mais afastado da terra. Cheias de superstições, as nações pagãs organizavam festas em honras ao deus sol nesta data, na esperança garantir que ele retornasse para mais perto da terra. A igreja católica, dentro de sua estratégia de cristianizar o paganismo a fim de ganhar adeptos, adotou essa data para comemorar o dia do nascimento de Jesus e, assim, ela faz parte do calendário religioso católico.

Outras tradições foram agregadas a essa data, especialmente a lenda do Papai Noel. É uma história bonita que encanta milhares de crianças todos os anos, mas que desaponta outro tanto que não recebe nada nessa data... O Papai Noel é uma figura que assume as mesmas qualidades de Deus: ele é onisciente (conhece todas as crianças e sabe que presentes querem ganhar), é onipresente (consegue ir a todos os lugares do mundo na mesma noite), e onipotente (pode atender a todos os desejos), além que de nunca morre. Assim, oferecendo doces e presentes, essa figura simpática conquista o coração das crianças e as afasta do Único que pode atender a todas as suas necessidades.

Junto com o Papai Noel, temos o engano comercial de trocar presentes no dia 25 de dezembro. Muita gente passa grande parte do ano novo pagando as contas feitas no fim do ano anterior, feitas para satisfazer à tradição de dar presentes, além das festas, roupas e enfeites. O endividamento não é incomum por essas ocasiões. E Jesus, o suposto aniversariante, é quase completamente esquecido, assim como os pobres e desafortunados.

Esses e outros erros cometidos pela sociedade precisam ser esclarecidos para nossas crianças. Então, primeiramente, vamos mostrar, com muito carinho, que Papai Noel não existe, mas que temos o Papai do Céu, que nos ama e cuida de nós. É Ele quem nos dá diariamente o alimento, o vestuário, a saúde, o abrigo. E é só a Ele que devemos fazer nossos pedidos.

É preciso explicar também que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro e que esta não é uma data sagrada. No entanto, apesar disso, podemos aproveitar o mês de dezembro para ensinar a verdade sobre o Natal e sobre a importância do nascimento de Jesus, inserindo esse acontecimento dentro do plano da redenção. Ou seja, não falar apenas do nascimento de Jesus, mas da finalidade disso. Assim, nossas crianças precisam aprender que Ele deixou o Céu, onde era o Soberano, e se humilhou completamente tomando a forma humana, em profunda pobreza, para viver uma vida que agradasse a Deus e, por fim, oferecer-Se para ser castigado em nosso lugar.

Para ensinar qualquer história às crianças, nos valemos de recursos visuais, cânticos, poemas, diálogos. Muitas vezes decoramos a igreja com figuras que ilustram o ensino. Da mesma forma, podemos utilizar tais recursos para ensinar sobre o nascimento de Jesus, sobretudo quando são feitos nas salas da ESIR. Já na nave da igreja, é preciso ter muito bom senso para não tornar esse ensino em uma comemoração típica do Natal. Sabemos que as apresentações infantis têm o poder de tocar nos corações dos adultos e podem servir para lembrá-los mais uma vez das verdades sobre o Natal.  Portanto, qualquer programação infantil sobre o nascimento de Jesus deve ter um cunho evangelístico e levar os assistentes (quer sejam membros, quer sejam visitantes, crianças ou adultos) a uma experiência de entrega e/ou consagração a Jesus, o Salvador. Assim, é possível fazer um belo trabalho evangelístico nessa data. Mas, como tudo que é feito na igreja é preciso tomar alguns cuidados:

- Evitar a decoração natalina tradicional do mundo: guirlandas, árvores de natal, azevinho, etc.

- Evitar músicas natalinas cuja letra contrarie nossa crença nesse assunto e/ou que tenham ritmos mundanos.

- Não exagerar na decoração da igreja, nem na caracterização das crianças.

- Não fazer uma representação teatral. Mas, pode-se contar a história, usando os recursos visuais necessários, feitos com capricho e bom gosto.

- Não deixar a impressão de que o dia 25 de dezembro está sendo considerado um dia sagrado ou que tenha alguma coisa a ver com o nascimento de Jesus.

- Sempre fazer a programação em acordo com a igreja, procurando agir de maneira que todos sejam edificados e sem causar divisão. Afinal, um programa para honra e glória de Deus deve agregar as pessoas e não afastá-las. Quando um princípio está em jogo não devemos abrir mão dele, mesmo que alguém se ofenda. Mas, como essa programação não é obrigatória, deve-se pensar bem nas reações que vai causar.

- Se alguma parte do programa está causando atrito, vale à pena procurar uma alternativa menos conflitante, não perdendo de vista o objetivo da programação: ensinar a verdade sobre o natal e evangelizar.

- Faça-se tudo com espírito de oração e humildade, imitando o exemplo do nosso Senhor Jesus que era manso e humilde de coração.

 

Com carinho,

Departamento Infantil da União Sul